Reforma Tributária 2025: O Que Mudou com a Lei Complementar 214/2025 e o Impacto no Setor de Serviços
- Alberlan Matos
- 4 de fev.
- 3 min de leitura

A Reforma Tributária finalmente saiu do papel. Com a publicação da Lei Complementar 214/2025, o sistema tributário brasileiro passará por uma das maiores mudanças dos últimos tempos. Mas o que isso significa, na prática, para as empresas?
Neste artigo, vamos recapitular os principais pontos da reforma, explicar como os tributos eram cobrados antes e como ficarão daqui para frente, além de detalhar o impacto no setor de serviços, que é um dos segmentos que mais sentirá os efeitos dessa nova estrutura tributária.
Recapitulando: Como Era o Sistema Tributário Antes da Reforma?
O modelo tributário brasileiro sempre foi complexo e fragmentado, com diversos tributos incidentes sobre o consumo, gerando insegurança jurídica e dificuldades para as empresas. Antes da reforma, as empresas lidavam com tributos federais, estaduais e municipais, cada um com suas próprias regras e exigências.
Os principais tributos sobre bens e serviços antes da reforma eram:
PIS e COFINS: tributos federais sobre o faturamento, com diferentes alíquotas e regimes de apuração.
ICMS: tributo estadual com variação de alíquota entre estados e regras complexas de substituição tributária.
ISS: tributo municipal cobrado sobre a prestação de serviços, com alíquotas que variavam entre 2% e 5%.
IPI: tributo federal sobre produtos industrializados.
A grande dificuldade desse modelo era a complexidade de cálculo, o custo elevado de conformidade e a cumulatividade em alguns setores, que onerava empresas e
consumidores.
O Novo Modelo Tributário: Como Ficará Com a Reforma?
A principal mudança trazida pela Lei Complementar 214/2025 é a substituição dos tributos atuais por dois novos impostos sobre valor agregado (IVAs), simplificando o sistema e eliminando a cumulatividade.
Tributos Antes da Reforma | Tributos Depois da Reforma |
PIS e COFINS | Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) – tributo federal |
ICMS e ISS | Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) – tributo estadual e municipal |
IPI (parcialmente extinto) | Imposto Seletivo (IS) – tributo regulatório para bens prejudiciais à saúde e ao meio ambiente |
Principais Mudanças e Benefícios
Fim da guerra fiscal: O IBS terá regras unificadas para todos os estados e municípios, evitando disputas tributárias.
Crédito amplo e não cumulatividade: Empresas poderão compensar o imposto pago em todas as etapas da cadeia produtiva.
Simplicidade e transparência: Com menos tributos e regras mais claras, a gestão tributária das empresas será facilitada.
Arrecadação no destino: O imposto passa a ser devido no local de consumo, o que impactará a distribuição da carga tributária entre estados e municípios.
Impacto no Setor de Serviços: O Que Muda?
O setor de serviços sempre teve uma tributação diferente da indústria e do comércio, pois o principal tributo incidente era o ISS, com alíquotas entre 2% e 5%, dependendo do município. Com a reforma, o setor passará a ser tributado pelo IBS, cuja alíquota deve ser significativamente maior do que o ISS atual.
Principais desafios para o setor de serviços
Aumento da carga tributária: Como o IBS terá uma alíquota padrão para todos os setores, a tributação pode subir para empresas prestadoras de serviços, que antes pagavam apenas o ISS.
Necessidade de repasse de custos: Empresas poderão precisar repassar esse aumento para os clientes, tornando serviços mais caros.
Possível redução na margem de lucro: Empresas que não conseguirem repassar o aumento podem ter uma redução na rentabilidade.
Possíveis estratégias para empresas do setor de serviços
Revisão da precificação: Recalcular os preços levando em consideração a nova carga tributária.
Aproveitamento máximo de créditos: Estudar como os créditos tributários podem ser utilizados para reduzir os impactos do IBS.
Planejamento tributário especializado: Contar com uma contabilidade especializada para minimizar impactos e buscar alternativas legais para otimizar a carga tributária.
Conclusão: O Papel da Contabilidade na Adaptação à Reforma
A Reforma Tributária 2025 representa um grande avanço para simplificação do sistema, mas traz desafios importantes, especialmente para o setor de serviços. Empresas precisarão se reorganizar financeiramente e operacionalmente para lidar com as novas regras.
Nesse cenário, contar com uma assessoria contábil especializada será fundamental para entender os impactos específicos sobre cada negócio, realizar um planejamento tributário eficiente e evitar surpresas desagradáveis.
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